Custo-Benefício não é tudo na vida

Conversando com uma amiga nesta semana, o assunto acabou sendo os critérios que cada um/uma ao longo da vida vai estabelecendo para comprar coisas.

Expliquei a ela que para mim é muito difícil não seguir um critério, utilitário, digamos assim, de custo/benefício. Quer dizer, o que se paga por alguma coisa deve ser de “justo para pouco” em relação ao benefício do uso – ou utilidade – da dita coisa.

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A resposta dela foi direta: se esse fosse o único critério no mundo, a humanidade não teria patrimônio cultural. É verdade. Bens culturais não têm obrigatoriamente que cumprir (ou ter cumprido) alguma função prática na vida das pessoas, mas remetem a valores, sentimentos, ou sensações capazes de mudar a forma como as pessoas se relacionam com o mundo e com as outras pessoas.

Bens culturais são para usufruir, o que não necessariamente envolve possuir, mas, ainda assim, podem envolver dinheiro, como uma viagem, ou uma ida a um concerto ou a um museu, ou até um almoço especial, ou uma bolinha de sorvete da Häagen-Dazs…

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Não há critério de custo/benefício para o consumo cultural, só mesmo a restrição de orçamento. Então, é o seguinte: o que for de graça está resolvido; e o que não for resolve-se economizando antes. Desse jeito dará sempre para  aproveitar a experiência sem medo de ser feliz. 🙂

 

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