Caos e Planejamento

Planejamento Círculo TRAT

Acima, o planejamento final do filme. Já vi, revi e vi novamente o todo muitas vezes, e ao mesmo tempo que quero manter o máximo de espontaneidade possível, tenho uma linha a qual me ater, o que ajuda principalmente nos momentos mais complexos. A ideia geral é ser solto, fluido e livre mas ao mesmo tempo ter uma narrativa mínima – no caso, o círculo, o ciclo de vida de uma pessoa, do nascimento à morte, e o que acontece nesse meio tempo dados os blocos acima. Não gostaria, porém, que isso ficasse muito claro no filme final, e uma vez terminado vou gostar muito de ouvir opiniões de pessoas que viram coisas completamente diferentes 😀

Acredito também que a folhinha manuscrista acima ilustra bem o caos que a produção tem se tornado, com todos os planos sendo pensados ao mesmo tempo e diversos destes executados ao mesmo tempo. O prazo se aperta (tenho que entregar tudo em algumas semanas), cada plano e cada sequência tem a sua própria complexidade e às vezes bate um pequeno desespero, às vezes razoavelmente grande. A visão do resultado final porém é algo que sempre é uma energia constante que nos leva rumo à conclusão, ao mesmo tempo que tudo o que aparece (caminhos inesperados que surgem), na medida do possível, vai sendo incorporado. O filme acabado, espero eu, deve refletir isso, nos seus oito minutos e quinze segundos calculados até então para durar. Em frente. 🙂

A imagem e o texto acima foram tirados do blog Em Volta do Círculo (Planejamento do Caos), do autor de curtas cearense Diego Akel, e me fizeram pensar: se é difícil planejar o caos – Diego escreve “às vezes bate um pequeno desespero, às vezes razoavelmente grande” – será que não dá certo pensar que o caos é parte inevitável da realidade e, então, tentar planejar para o caos?

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Talvez, o mais difícil seja isso mesmo: olhar e reconhecer que o caos -, ou a mudança, ou o não previsto – é parte da realidade e condição que não se consegue diretamente alterar.

Para quem vive nas cidades, o caos é parte do dia a dia, dos problemas….

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…..à estética dos prédios.

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Também não é difícil encontrar o caos na vida pessoal, não no sentido pejorativo, mas em um sentido mais literal. Afinal, quantos de nós nascemos sem o planejamento pelos nossos pais, quantos planos foram abandonados por circunstâncias vividas e quantos surgiram de oportunidades que vieram de acasos, e, até, quantos fatos inicialmente sentidos como ruins não nos “salvaram” de situações reconhecidamente piores?

Enfim, sem o caos talvez nem nós estaríamos aqui.

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Então, o mais importante no planejamento é contar com o caos – ou com o não previsto -, “treinar”  antes de agir (lembra do “efeito borboleta”?)  e saber o que fazer se tudo der errado.

A ideia vale para todo planejamento, inclusive o financeiro, que deve: partir de princípios e diretrizes que levem em conta os riscos a serem corridos; conter uma avaliação dos resultados indesejados, mas possíveis, em decorrência das nossas decisões e ações; e ter um indicador de que as escolhas feitas não deram certo – para começar tudo de novo.

É isso. Vai tentar?

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