O homem de Beijing

Um sueco, nascido em 1948, que há quase 20 anos vive entre Estocolmo e Maputo (Moçambique), onde dirige projetos sociais. Esse é Henning Mankell, romancista, ensaísta e dramaturgo, com mais de 30 milhões de livros vendidos no mundo e autor, entre outros, de O homem de Beijing (Companhia das Letras) – um romance policial que traz vários contextos históricos reais, e que “viajam” os continentes.

Aliás, esta é uma marca de Mankell: resgatar e apresentar fases ou momentos da história social, política, cultural e econômica de diferentes partes do mundo,13003_gg-BEIJING além da atual conjuntura global (com apimentadas críticas subliminares ao sistema capitalista). Infelizmente, há poucas obras suas traduzidas para o português.

O homem de Beijing traz um cruel processo de assassinatos, que se inicia com morte de 19 pessoas idosas em um vilarejo ao norte da Suécia. A protagonista, e heroína, do romance é Birgitta Roslin, a juíza distrital que vive e trabalha em Helsinborg, no sul da Suécia. De origem humilde e casada com o condutor de trens Staffan Roslin, Birgitta se envolveu, quando estudante, em movimentos de esquerda, inspirados na Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung. Mas sua admiração pela história cultural da civilização chinesa se manteve.

A notícia do massacre ocorrido no norte do país leva a juíza a se envolver na investigação por conta própria, já que a polícia e a promotoria não tiveram êxito em desvendar o crime. Ela desconfia que os assassinatos estejam relacionados ao passado dessas pessoas – e se envolve nesse mistério, que a levará a outra parte do mundo.

Paralelamente, três chineses, em 1863. E uma vida de miséria absoluta nas ruas de Cantão, tornando esses homens vítimas fáceis de exploradores. “Um ano em que milhares de camponeses chineses foram raptados e levados pelo mar até a América, que os engoliu com suas insaciáveis mandíbulas” (p. 144).

Mas como esses fatos se interligam? Mankell, ao costurar uma “rota” pelos continentes com as diferentes vidas e acontecimentos que conduzem seu romance, mostra como.

E fica aqui um toque: O homem de Beijing também foi adaptado para TV. Veja um trecho no site de Mankell.

O homem de Beijing – Henning Mankell

(Companhia das Letras, 2011, 512 págs.)

 

Anúncios

2 Respostas para “O homem de Beijing

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s